terça-feira, 12 de agosto de 2008

A onda


Acho que as ondas não deviam trazer aquilo que levam. Pelo menos as minhas ondas, aquelas que passam e arrasam os castelinhos feitos no ar com tanta ternura. Se desfez o castelo, assunto arrumado. É que não sei o que fazer com coisas meio resolvidas, meio destruidas, meio começadas. Baralho-me. Quero uma onda que leve e não devolva. É mais fácil começar um castelo de novo do que ter umas muralhas e não saber bem o que fazer com elas. Se as deito abaixo, se as aproveito! É redundante mas é verdade, baralha-me!

7 comentários:

N disse...

como diria JK "O prazer visita-nos muitas vezes; mas a mágoa agarra-se cruelmente a nós"

E tu? que onda te levou ?

Serependity disse...

Concordo com Keats na 1ª. Discordo na 2ª. Em nós permanece o que permitimos.

Pergunta-me antes que onda me trouxe...

n disse...

A onda que te touxe não é importante, importa é que chegaste :)

Serependity disse...

Vim arrastada....
Sinto que acabei de chegar à praia e preciso levantar-me para perceber onde estou e para onde quero ir! Digamos que estou a procura de um trilho!

Também vieste numa onda?

n disse...

Not a wave. Serependity (hopefully) :)

Serependity disse...

It was definetly Serependity! Do you have a blog?

n disse...

przepraszam