terça-feira, 12 de agosto de 2008

A onda


Acho que as ondas não deviam trazer aquilo que levam. Pelo menos as minhas ondas, aquelas que passam e arrasam os castelinhos feitos no ar com tanta ternura. Se desfez o castelo, assunto arrumado. É que não sei o que fazer com coisas meio resolvidas, meio destruidas, meio começadas. Baralho-me. Quero uma onda que leve e não devolva. É mais fácil começar um castelo de novo do que ter umas muralhas e não saber bem o que fazer com elas. Se as deito abaixo, se as aproveito! É redundante mas é verdade, baralha-me!